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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

SOSO arte contemporânea africana -Angola no Brasil-São Paulo




A foto de tecidos africanos/angolanos (*), é de http://candytoys.blogspot.com/2008/08/sobre-tecidos-angolanos.html
Usei ao encontrar em pesquisa e coloco os devidos créditos, mas se a autora não permitir, basta avisar-me.

Muitas vezes, encontro notícias do Brasil ainda não conhecidas por mim,ou dados complementares no Pravda russo (**)(publicados prestimosamente por Timothy Bancroft-Hinchey), edição portuguêsa -ou enviadas por Gustavo Espiñeira do uruguai.Um exemplo, quando Gustavo nos entrevistou na capital uruguaia para o VIII Encontro do Movimento Cultural aBrace-eu e os os componenetes do Sarau Tropeiro(poetas Quae Sera Tamen, Sueli Silva e Ricardo Evangelista), de Montevidéu e nos chamou de "Triângulo Mineiro", pois andávamos com o triângulo vermelho da bandeira de Minas Gerais nas roupas, ou quando Timothy publicou meu ensaio sobre os Sessenta Anos dos Direitos Humanos, escrito a pedido de Victor Jerônimo e Mercedes Pordeus para o Ecos da Poesia.

Esse intercêmbio lato,é a proposta básica deste novo blog, Todosnostros.

Essa abaixo (http://port.pravda.ru/sociedade/cultura/03-02-2009/26016-arteafricana-0) é bastante interessante e acontecerá amanhã cinco de fevereiro:

SOSO arte contemporânea africana -Angola no Brasil
Pagina principal / Sociedade / Cultura
03.02.2009 Fonte:



"No próximo dia 5 de fevereiro será inaugurada no 2o andar do Edifício Seguradoras, prédio projetado por Oscar Niemeyer, na Avenida São João, 313, região central de São Paulo, a primeira galeria de arte contemporânea africana da cidade: a SOSO arte contemporânea africana , com a exposição de quatro artistas, todos nascidos na década de 70 e pertencentes à mais recente geração de artistas angolanos: Cláudia Veiga, Ihosvanny, Kiluanji e Yonamine.




DESTAQUE
Uma discussão sobre questões étnicas que vale a pena ter
Dólares do Império financiam os monges do Dalai-Lama
Kosovo: nação soberana ou base político-militar do imperialismo?



Porta-bandeiras das escolas de samba do Rio 2009
Mais...


Cláudia Veiga Ihosvanny Kiluanji Yonamine - Avenida São João, 313 2o andar Centro São Paulo

11 3222 3973 de 06 de fevereiro a 21 de março de 2009 segunda a sexta: das 11:00 às 19:00 sábado: das 11:00 às 16:30

No próximo dia 5 de fevereiro será inaugurada no 2o andar do Edifício Seguradoras, prédio projetado por Oscar Niemeyer, na Avenida São João, 313, região central de São Paulo, a primeira galeria de arte contemporânea africana da cidade: a SOSO arte contemporânea africana , com a exposição de quatro artistas, todos nascidos na década de 70 e pertencentes à mais recente geração de artistas angolanos: Cláudia Veiga, Ihosvanny, Kiluanji e Yonamine.

Estes chegarão a São Paulo um pouco antes da abertura da SOSO , pois, paralelamente à exposição, participarão da residência artística em São Paulo que acontecerá nas dependências do histórico Hotel Central, na Avenida São João, 288, em frente à SOSO entre os dias 28 de Janeiro e 15 de Fevereiro. O evento será coproduzido pela Fundação Sindika Dokolo – criada há cinco anos na cidade de Luanda (Angola) –, responsável, dentre outras coisas, pela concepção e realização da Trienal de Luanda e do primeiro Pavilhão Africano da Bienal de Veneza na sua 52ª edição (2007), com a exposição “Check List Luanda Pop”.

Cláudia Veiga , fotógrafa, nasceu em Luanda em 1978. É formada em Arquitetura de Interiores pelo IATA (Instituto de Aperfeiçoamento Técnico Acelerado) e em Fotojornalismo pelo ETIC (Escola Técnica de Imagem e Comunicação), ambos em Portugal; é coordenadora de imagética da Fundação Sindika Dokolo. Fazem parte de seus projetos futuros as participações em exposições no MAM Bahia, na Bienal de Bordeaux e na II Trienal de Luanda.

Ihosvanny , de pais cubanos, nasceu em Moxico em 1975. Expôs em várias coletivas com destaque para a Trienal de Luanda em 2007 e Bienal de Veneza no mesmo ano. Está representado em importantes coleções de arte africana contemporânea.

Kiluanji nasceu em Luanda em 1979. Tem explorado áreas artísticas como o teatro, a música e a fotografia. No momento, trabalha essencialmente com fotografias que focam fragmentos da cidade com relevos para a especificidade da urbanização de Luanda. Da amplitude do deserto do Namibe às paredes de Luanda, há marcas e sinais que a sua fixação tornam plásticos e ajudam a construir a memória artística de um país.

Yonamine , nascido em Luanda em 1975, viveu na Republica Democrática do Congo, Brasil e Reino Unido. A conjugação de registros diversos e linguagens é marcante em sua obra: pintura, desenho, gravura, graffiti, fotografia, vídeo e instalação conjugam-se para criar um discurso crítico através de uma espécie de violência suave, estética. Sua formação artística consolidou-se sobretudo durante a primeira Trienal de Luanda, com a participação em diversos workshops, conferências e seminários com Laurie Farrel, Sue Williamson, Simon Njami, Bili Bidjoka, entre outros. Atualmente vive e trabalha entre Lisboa e Luanda."

Pelo Coro Coletivo, a seguir, recebo de Camilla Rocha :

Angola paulistana

Construções esquecidas de Niemeyer e Ramos de Azevedo, no centro de SP, recebem galeria de arte africana e nova residência artística, ponte com Luanda

Fotos: Filipe Redondo/Folha Imagem

Funcionário ajusta iluminação de obra na galeria Soso, no centro de São Paulo

SILAS MARTÍ
DA REPORTAGEM LOCAL

No volume máximo, o pagode grita nos alto-falantes das lojas. No chão em frente ao prédio, alguns sem-teto tentam dormir. Mas bem pouco do som nervoso do centro vaza para dentro do mais novo cubo branco de São Paulo, a imaculada Soso Arte Contemporânea Africana, galeria que será inaugurada amanhã no segundo andar do edifício Seguradoras.
Foi neste prédio quase esquecido de Oscar Niemeyer, na avenida São João, a alguns metros do vale do Anhangabaú, que se instalou a primeira galeria de arte africana do país.
"Mesmo que haja gente dormindo na rua, há segurança aqui", diz Mário de Almeida, empresário hoteleiro angolano, dono da Soso. "Este é o centro de uma das maiores cidades do mundo, e o centro de uma das maiores metrópoles do mundo não pode ser decadente."
Deslumbrado, Almeida conta à Folha que decidiu comprar o segundo andar do Seguradoras quando soube que era um projeto de Niemeyer, pelo qual diz ter pago R$ 300 mil. Desembolsou mais R$ 1,5 milhão para comprar o antigo Hotel Central, projeto de Ramos de Azevedo, do outro lado do calçadão da avenida São João.
"As pessoas querem prédios com assinatura", afirma o secretário municipal da Cultura, Carlos Augusto Calil, que está tocando agora um projeto de revitalização da área, a chamada "praça das artes", orçado em R$ 100 milhões. "Essas iniciativas espontâneas de empresários nos sinalizam que há uma demanda de parte da sociedade por prédios de qualidade."
Cada um dos 40 quartos do antigo hotel de Ramos de Azevedo vai receber artistas africanos para residências a partir de agora, sendo que em maio cada apartamento abrigará uma instalação, parte de uma grande mostra que integra o calendário da próxima Trienal de Luanda, marcada para 2010.
A reforma do hotel, que deve ser concluída em 2011, está orçada por Almeida em cerca de R$ 11,6 milhões -valor que deve vir do próprio bolso, mas terá parte captada por leis de incentivo e créditos do BNDES.
"Eu já fiz isso em Angola, investir numa área decadente, que depois vira motor do desenvolvimento", diz Almeida. "Eu tenho um complexo em Luanda que era uma construção do século 18, um armazém destelhado, que hoje virou um grande espaço de lazer."
Almeida, casado com a filha do cantor Djavan, não descarta também a possibilidade de sua atual residência artística virar hotel de luxo no futuro, algo na linha dos "concept hotels" que pipocam pelo mundo, sendo que "cada quarto será uma possível instalação de arte".

Artista como epicentro
No lado artístico da jogada, Almeida também não faz feio. Tem o apoio do artista e curador angolano Fernando Alvim, responsável pelo primeiro pavilhão africano na Bienal de Veneza, em 2007, e também mentor da Trienal de Luanda.
"Venho de uma situação particular em Angola, em que artistas têm de ser curadores, críticos e galeristas ao mesmo tempo, porque não temos os sistemas da arte", conta Alvim. "Por isso consideramos o artista o epicentro de um fenômeno cultural e criamos um movimento cultural para tentar legitimar a arte africana."
Alvim é também vice-presidente da Fundação Sindika Dokolo, por trás da maior coleção de arte contemporânea africana do mundo, com mais de 3.000 peças, e em parte responsável pelos gastos dos artistas angolanos que participam da nova residência paulistana, grande aposta da fundação.
"É importante uma galeria que mostra um pouco da África, mas com uma versão da história contada por nós mesmos", diz Alvim. "Queremos o comando da nossa própria história, já que ninguém sabe mais disso do que nós mesmos."
São Paulo acaba surgindo então como vitrine da produção contemporânea africana e contraponto a Veneza, que, nas palavras de Alvim, "já morreu".
"No pavilhão africano, pusemos líderes políticos que lutaram pelo fim do preconceito, porque achamos que Veneza era preconceituosa", afirma Alvim. "Foram 112 anos sem arte africana, e ainda fomos submetidos a um júri mais incompetente do que nós. Não é preciso passar por Veneza para fazer arte contemporânea."

Em 1ª exposição, país mostra sua arte da era digital

DA REPORTAGEM LOCAL

Angola conquistou sua independência de Portugal no mesmo ano em que foi fundada a Microsoft, nos Estados Unidos: 1975. "Somos um país da da era digital", diz Fernando Alvim. "Nos acostumamos a uma grande revolução cultural."
Talvez isso explique o foco da arte contemporânea angolana, e de boa parte da África, nos suportes fotografia e vídeo. São, de fato, o que mostram os quatro artistas angolanos na exposição inaugural da Soso.
Cláudia Veiga, Ihosvanny, Kiluanji e Yonamine são jovens artistas angolanos com alguma inserção no circuito internacional -Yonamine estará na próxima Arco, em Madri- que despontaram na primeira edição da Trienal de Luanda, organizada por Alvim em 2007.
Veiga e Kiluanji mostram séries de fotografia sobre as mutações sociais e da cena artística angolana, enquanto Ihosvanny e Yonamine buscam no vídeo um meio para reflexões políticas sobre o país. (SM)



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( * )" Já faz algum tempo que conheci, mesmo que virtualmente, um pouco do que são os tecidos africanos. Na época, nem imaginava costurar como hoje, mas me lembro de ter gostado bastante dos padrões e estampas. Passado algum tempo, já familiarizada com este outro universo, surgiu quase sem querer a oportunidade de adquirirmos, eu e Emília, legítimos tecidos africanos wax print, 100% algodão, vindos diretamente de Angola.

De cores vibrantes, a estampa fica registrada nos dois lados do tecido e é desenvolvida através da junção de uma tradicional técnica indonésia, chamada batik, com a indústria têxtil européia. Normalmente, reproduzem a rotina dos africanos e podem transmitir de mensagens religiosas a pequenos detalhes do dia-a-dia. O wax print tem origem holandesa e sua entrada em território africano data de meados do século 19. Para conseguir movimentar a exportação, os holandeses tiveram que adaptar a estamparia de acordo com a preferência do povo africano.


Aqui, os padrões africanos podem ser encontrados nesta sacola, mais nesta e nesta outra, em babyslings, bonecos e babadores."
Postado por Candy às 9:08 PM
Marcadores: Tecidos
http://candytoys.blogspot.com/2008/08/sobre-tecidos-angolanos.html

(**)http://port.pravda.ru

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Boto-Se Passares



SE PASSARES

Se passares pelo adro
No dia do meu enterro,
Dize à terra que não coma
Os anéis do meu cabelo.
Já não digo que viesses
Cobrir de rosas meu rosto,
Ou que num choro dissesses
A qualquer do teu desgosto;
Nem te lembro que beijasses
Meu corpo delgado e belo,
Mas que sempre me guardasses
Os anéis do meu cabelo.
Não me peças mais canções
Porque a cantar vou sofrendo;
Sou como as velas do altar
Que dão luz e vão morrendo.
Se a minha voz conseguisse
Dissuadir essa frieza
E a tua boca sorrisse !
Mas sóbria por natureza
Não a posso renovar
E o brilho vai-se perdendo ...
- Sou como as velas do altar
Que dão luz e vão morrendo.

ANTÓNIO BOTO

"Botto.JPGAntónio Tomás Botto, poeta e contista, nasceu em 1987 na povoação de Concavada, Concelho de Abrantes, distrito de Santarém, e viveu em Alfama, Lisboa.
O seu primeiro trabalho literario, uma colectânea de poesia que designou por “Trovas”, foi publicado em 1917.
A sua poesia é de tendência modernista, de estilo formal até ao preciosismo e muito orientada para temas do quotidiano até então nunca versados.
Morreu no Rio de Janeiro em 16 de Março de 1959."

FONTE:se você gosta de coisas portuguesas-e pesoas-vá conhecer esse interessante blog--->>http://garatujando.blogs.sapo.pt/arquivo/2006_09.html

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

PRIMEIRO SARAU DA SPVA/RN NO AMANHECER DO ANO-Natal-RN-29 de janeiro




A dinâmica Embaixadora de Poetas del Mundo em natal, RN, Deth haak, que carinhosamente chama-me de "madrinha", é decantada "Poeta dos ventos" e leva o galardão da po´pesia para todo lado.

Hoje, envia-me fotos , da passagem produtiva de Arias Manzo pela capital do RN, e a face sorridente da poeta Maria Clara Segóbia, Secretária geral do Congresso Brasileiro de Poesia, que acontecerá em Bento Gonçalves -Porto Alegre e é Cônsul de Poetas Del Mundo, além de ser a Cordenadoras do Geral do Proyecto Cultural Sur/Brasil -Porto Alegre.A ele, pertence, em Belo Horizonte, a escritora e poeta Angela Togeira, da AFEMIL e outras academias literáiras, também o conhecido e admirado Ademir Bacca, que organiza a antologia Poetas do brasil, doados a Escolas, em edição coooperativa com autores.Estou nas três mais recentes, sendo que na de 2008, homenageio, com poemas, o Movimento Aldravista de Mariana, MG (Andréia Donadon, Gabriel Bicalho e J.Sebastião Ferreira.O grande Poeta J.Benedito Donadon , a quem muito admiro,fazia parte de minha série de poemas de Portas, porteiras e portais, mas parece que houve um extravio na remessa-e então, vou colocar o poema a ele dedicado, na próxima edição de Poetas do Brasil.também incluso, um poema para marília Siqueira, do Clube de Escitores de Itpatinga(CLESI).

Maria Clara Segóbia também é Diretora de Eventos do programa Projeção na TV - Net/SP
Presidenta da Casa do Poeta Peruano.

O convite é destinado "aos amantes da poesia".Se pudesse, estaria lá, na terra de meus ancestrais e ainda moram alguhns membros das familias Pessoa (oriundos da Paraíba), Araújo e Câmara Leite.


Convite para o Estação da Lira( divulgação).

Agradece SPVA/RN e aguarda sua importante presença.

ESTAÇÃO DA LIRA (JANEIRO/09)
PRIMEIRO SARAU DA SPVA/RN NO AMANHECER DO ANO



Na próxima quinta-feira, 29/01/09, realizar-se-á o já tradicional sarau lítero musical Estação da Lira nas dependências da Capitania das Artes no Corredor Cultural da cidade (Avenida Câmara Cascudo), numa promoção da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN, com o apoio da FUNCARTE através da Biblioteca Municipal Esmeraldo Siqueira.
Seu início dar-se-á às 19h, na varanda ao lado da Biblioteca, que conta com nova administração, artista potiguar Cláudia Magalhães, assessorando a Presidência da FUNCARTE ocupada pelo artista plástico e jornalista César Revouredo.

PROGRAMAÇÃO

- Haverá l eituras, declamações, música, causos, informes sob coordenação da Direção de Eventos da SPVA/RN - o público presente pode candidatar-se desde que se inscreva previamente com a organização no evento.

- Lançamento da obra "CULTURA NORDESTINA", VOLUME 2 de autoria do poesta, escritor pesquisador do Repente, palestrante e Vice-Presidente da SPVA/RN, MANOEL AMÉRICO PITA, que falará sobre sua obra para o público presente. Preço: R$ 10,00.

- Será concedido Título: Amigo da SPVA/RN 2009 - POETA CORDELISTA PEDRO JACOB, a




Poeta Maria Clara Segobia
Secretária geral do Congresso Brasileiro de Poesia/ Bento Gonçalves -Porto Alegre
C�?nsul dos Poetas Del Mundo
Coordenadora Geral do Proyecto Cultural Sur/Brasil -Porto Alegre
Diretora de Eventos do programa Projeção na TV - Net/SP
Presidenta da Casa do Poeta Peruano
Visite meu Blog em:
http://mariaclarasegobia.blogspot.com/

Relíquias

Abri o armário do passado
entre guardados de recordações
encontrei a inutilidade de uns
e tesouros de saudades.
Recordei ora o sorriso a felicidade
ora as decepções as tristezas
aos pouco jogados ao chão
rasgados amassados.
Fui limpando a alma.
Sobre a mesa
as relíquias esquecidas.
Abri o armário do passado.
Fiz faxina.
O presente tornou-se promissor, leve...
Sigo a vida.

Porto Alegre/Rio Grande do Sul

Maria Clara Segobia
23/01/07

Será um momento dedicado ao deleite poético, a amizade em um ambiente em harmonia com o Eu, com o cosmo e com a cultura.

ENTRADA F RANCA COM DIREITO À PARTICIPAÇÃO. TRAGA UM LIVRO, UMA POESIA, UMA MÚSICA, SUA PRESENÇA E GARANTA O BRILHO DA POESIA EM CADA OLHAR.

AGRADECE SPVA/RN


Jania Souza
http://www.janiasouzaspvarncultural.blogspot.com
http://www.spvarn.org
http://blocosonline.com.br
http://poetasdelmundo.com
"Natal, um Mar de Poesia e Paz"

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

NERUDA, ainda e sempre




Adoro ler Neruda e foi com prazer que lhe escrevi versos em seu centenário(publicados originalmente eno portal palavreiros).Dele, bem afirmava Clarice Lispector, que era "um poeta que amava todas as coisas".
Um dos aspectos que mais aprecio em Neruda, são seus versos amorosos , por não cairem no lugar comum.Traduzidos para o português, às vezes perdem nuances de sonoridade ou vocábulo, ritmo ou proposta original, mas costumam, ainda assim , encantar.As questões de gênero, corpografia, subtendem-se muitas vezes, dos aspectos da natureza por ele usadas, descritas, incansavelmente.O Cosmos, um todo, onde está inserida a mulher amada.A sensualidade amorosa de Pablo Neruda, é a mesma que se esprai pelos poemas paisagísticos e a situ/ação(lugar+circunstância ,pessoal ou não), a corpografia feminina e a paixão.

Vejamos no poema XII(*)

"Plena mulher,maçã carnal,lua quente,
espesso aroma de algas ,lodo e luz poisados,
que obscura claridade se abre entre tuas ciolunas?
Que antiga noite o homem toca com seus sentidos?"

Esse homeme apontado, ele próprio ou o qualquer terreno outro, não importa nesse contexto da primeira estrofe, mesmo que no segundo terceto, ele use a primeira pessoa pessoa verbal:

"beijo a beijo percorro teu pequeno infinito,
tuas margens,teus rios,teus povoados pequenos,
e o fogo genital transformado em delícia" (...)

Termina universal;

(...)Corre pelos tênue caminhos do sangue
até precipitar-se como um cravo noturno,
até ser e não ser senão na sombra um raio."

Já traduzi alguns poemas nerudeanos, mas aqui, transcrevo a interessante tradução de Carlos Nejar, bem à mão no "Pablo Neruda-Cem Sonetos de Amor", em pocket book da L&PM Pocket.

No entanto, no primeiro quarteto,quarto verso, trocaria "toca com" , para evitar o "ca+co".
Talvez colocasse "Qua antiga noite o homem tange com seus sentidos".Também no sétimo versos(último terceto, retiraria "como "-pelo peso da conjugação verbal similar-e colocaria "qual".

Mas traduzir poesia não é tarefa muito fácil, o tradutor é um autor sobreposto e tem de pelejar com o ritmo, o sentido e a estilistica.Fonética, semãmtica, semiologia:um entrelaçado manto de conteúdos tecido num tear de bom senso, mas sobretudo de beleza poética...

(Trechos de "Neruda, Ainda e sempre-Ensaio"-CPAL)

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

Belo Horizonte, 26/01/2009

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Outros:



Se cada dia cai

Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.

há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.

Pablo Neruda
(in Ultimos Poemas)

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YouTube - Pablo Neruda - Poema # 20
Assistir vídeo
Voz e Imagenes por Pablo NerudaPuedo escribir los versos más tristes esta noche. ... Reyes Basoalto, más conocido como Pablo Neruda (nacido el 12 de julio de 1904 ...
br.youtube.com/watch?v=jF79a4K9wGg -

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Os Vinte Poemas
( 20)

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.

Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros, ao longe".

O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu a amei, e às vezes ela também me amou.

Em noites como esta eu a tive entre os meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela me amou, às vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.

Que importa que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
Minha alma não se contenta com tê-la perdido.

Como para aproximá-la o meu olhar a procura.
Meu coração a procura, e ela não está comigo.

A mesma noite qeu fez branquear as mesmas árvores.
Nós, os de então, já não somos os mesmos.

Já não a amo, é verdade, mas quanto a amei.
Minha voz procurava o vento para tocar o seu ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
Sua voz, seu corpo claro. Seus olhos infinitos.

Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame.
É tão curto o amor, e é tão longe o esquecimento.

Porque em noites como esta eu a tive entre os meus braços,
a minha alma não se contenta com tê-la perdido.

Ainda que esta seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo

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É tão difícil as pessoas razoáveis se tornarem poetas, quanto os poetas se tornarem razoáveis. (Pablo Neruda)

Isla Negra,Impaglione, Giovanna Mulas , Neruda e eu





Fotos (de baixo para cima:Pablo Neruda, Gabriel Impaglione, Giovanna Mulas.


O poeta Gabriel Impaglione realiza há anos, com Giovanna Mulas (Itália), um belo trabalho de divulgação de autores.Seu jornal, muito conhecido por seleto grupo latino-americano e eutopeu, chama-se Isla Negra e , na Itália, Giovanna maném o paraleleo Isola Nera.Conforme todos sabem a Ilha Negra, no Chile, era paixão de pablo neruda e sequer uma ilha, mas seu lugar de ser, cheio de pedras negras, o que lhe deu o nome.

Muito educado e empártico, Gabriel já publicou alguma Poesia minha e também de m8inha amiga Neuza Ladeira, entre outros Poetas brasileiros.

Travamos conhecimento há alguns quando fiz, a pedido, uma campanha para que se solicitasse, ao Governo da Itália, a continuidade da verba em apoio a Giovanna Mullas, na manutenção de Isola Nera, o que foi, à época, mantido:muitos poetas brasieliros atenderam à nossa solicitação.
Acho que se os Poetas mantivessem vozes em uníssono, lutassem pela PAz e ficassem de mãos dadas, quando for necessário resit|ência, seíamos evidentemente muito mais forte e empoderados.
Os que se fecham em ostras ou ficam encastelados, perdem esse prazer de comungar e beber na mesma taça da POIESIS.

Clevane Pessoa de Araújo lopes

Diretora Regional dom InBrasCi, em Belo Horiznte, MG, Vice-Presidente do IMEL(Instituto Imersão Latina),Embaixadora Universal da PAZ pelo Cercle de Les Ambassadeurs univers.de la paix (Genebra, Suiça)

Nesse último número, Impaglione publica meu poemeto mero:

"clevane pessoa, brasil

O Sol

-Escrevo o primeiro poema do ano.
O sol é Poesia pura ,depois de muita chuva.

Ouço continuamente relatos de combates,

Mas faz sol lá fora e vem-me o segundo:

O SOL

Viciada em beleza,
esqueço enxurradas,
a
esgarçada faixa de gaze em Gaza
onde o sangue mancha
a pureza das crianças e dos inocentes,
a fome dos sentem sede,
a sede dos que esperam alimento,
os bombardeiros,
quando o sol,
ave gigantesca de ouro,
estende as asas na manhã de janeiro
e pulveriza-me para que eu redoure as esperanças
no ano que se inicia...

Por lobogabriel - 26 de Enero, 2009, 7:06, Categoría: poesia "

http://isla_negra.zoomblog.com/

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Gabriel é um grande militante de causas sociais, busca dar espaço ao grande desejo dos que escrevem:Poeta quer lido, digo há anos- e por isso, mantenho tantos blogs de divulgação cultural.Artista quer ser visto.A criação é um continuum de soma, de reciprocidade entre autor e aqueles-que -veem, leem, de/codificam as mensagens dos que são capazes de recriar o tempo, a vida, as circunstâncias.

Giovanna, ótima "poetessa" e autora, já foi mesmo indicada para o Nobel de Literatura.

Casaram-se e dessa união, nasce um trabalho ainda mais reforçado pela herança lítero-artística de todos, registrada em suas páginas.

Aplaudo o casal.

(*) Pablo Neruda é o nome literário do chileno Neftali Ricardo Reyes Basolalto,prolífero poeta que escrevia dois a cinco poemas a cada dia.Uma de seus poemários mais conhecidos pelos apoaixonados é o clássico "Cem Sonetos de Amor e Uma canção Desesperada".

A paisagem de sua terra , o mar, o clima da ilha Negra, o Cosmos, além do amor pessoal, da mulher, estão presentes em sua POIESIS.

Embora em sonetos seja , na maioria dos versos, decassílabo ou alexandrino,o que o colocaria no patamar dos clássicos, em muitas composições, obedece a um ritmo interior, que nos encanta.essa liberdade de ser, a meu ver, é sempre o verdadeiro estilo do poeta.Os muito t´pecnicos, às vezes escrevem versos-mas não fazem poesia.

Publiquei, há naos em Palavreiros, um de meus poemas para ele, que, creio, já publiquei neste novo blog, mas, por alusão, repito-o:

Lembrando Neruda

-Clevane Pessoa de Araújo Lopes



Arranham-me a alma
tuas patas de gato molhado
em névoa de mar...
Mas há versos teus
que são secos cactos
de deserto imenso...
E que dizer dos
que se engravidaram de chuvas
e molharam
minha terra ávida
de tua imensurável
grandeza?
Quando falaste de amor,
com teu sorriso indefinível
e teus olhos de lagarto,
pensei-te em asas de fogo
saboreando mel...
E foi assim, Neruda,
que por ti apaixonada,
quedei-me a espiralar-me
por certo tentando(AINDA) alcançar-te...

Postado por clevane às 07:02

Endereços :

http://www.giovannamulas.it/home.html

isla_negra.zoomblog.com/

(
(Isla_negra
casa de poesia y literatura. Director gabriel impaglione.
Mensajes: poesia@argentina.com)

A Fundação Neruda pode ser acessada em--->http://www.fundacionneruda.org/home_islanegra.htm

Visitas à casa de Neruda:


Horario de atención

Isla Negra : Martes a domingo, de 10 a 14 horas y de 15 a 18 horas.

Los días 24 y 31 de diciembre abierta hasta las 13:30 horas

Tour en español: $3.000 por persona.

Tour en inglés: $3.500 por persona.

Estudiantes y tercera edad con credencial: $1.500 por persona (sólo chilenos, de martes a viernes en día hábil).

SE DEBE HACER RESERVA ANTICIPADAMENTE AL 35-461284

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Heitor de Pedra Azul- O Amigo de seus Amigos


Amigos:a cidade de Pedra Azul é celeiro mineiro de artistas, aqui no Brasil(paulinho pedra azul, Heitor de Pedra Azul)...Os artistas e poetas costumam adicionar o nome da cidade ao prenome-conforme fazem as etnias indígenas brasileiras (por exemplo, os escritores de origem indígena Airton Krenak, Daniel Munduruku, Marcos Tterena, Eliane Potiguara,etc).Vcs encontrarão informações sobre els em meu blog específico:http://itaquatiara.blogspot.com

Heitor também é descendente de indígenas.
Ele mora em Troyes,na França (vinhedos de Champagne) e faz shows com seu violão e sua voz.Muito querido no Brasil.Há até um grupo chamado "Amigos de heitor de Pedra azul.Certa vez, entrevistei-o por e-mail e postei em um dos blogs."Choveram" comentários.Ele vem ao Brasil uma vez por ano, em geral e faz uma tournèe, que começa no Rio ao chegar , passa por Belo Horizonte,termina , claro, em Pedra Azul.
O que nem todos sabem porém , é que ele é Poeta e autor de livros vários.O mais recente, perguntei-lhe como comprar.
Transcrevo a dica para quem quiser conhecer seu trabalho:

O livro "Vivre et Apprende"esta no site www.publibook.com
é so fazer a busca com o nomede Heitor de Pedra Azul,ou com o nome do livro."

Espero um dia conhecer esse amigo virtual/real tão talentoso(*).

Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Vice presidente do IMEL(Instituto Imersão latina)

Cônsul Z-C de Poetas del mundo

Diretora Regional do inBrasCi em belo Horizonte, MG.

Pesquisadora e editora do MUNAP_Museu Nacional da Poesia(dirigido por Regina Mello)

(*) veja mais sobre Heitor, em :

www.myspace.com/heitordepedrazul

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Universidad Nacional de Colombia en Bogotá-VII Encuentro-Ciudadanías en escena: Entradas y salidas de los derechos culturales




Recebo, de cristina Ribas, através do Coro Coletivo:

Divulgação:

Clevane pessoa de Araújo Lopes
Diretora Regional do InBrasCI-Belo Horizonte, MG


"Encaminho
a partir de uma lista que faço parte

recomendo!

abraços e feliz ano novo a todos
cristina"







Derechos Culturales

El Instituto Hemisférico de Performance y Política y la Universidad Nacional de Colombia invitan a artistas, performeros, académicos y activistas a proponer performances, ponencias, música, videos, instalaciones, exposiciones de artes visuales, temas para grupos de trabajo, proyectos de activismo, acciones virtuales y otras propuestas que vinculen performance y política en las Américas para participar en nuestro próximo
VII Encuentro
Ciudadanías en escena: Entradas y salidas de los derechos culturales
en la Universidad Nacional de Colombia en Bogotá
del 21 al 30 de agosto del 2009
Titulado "Ciudadanías en escena: performance y política de los derechos culturales", el evento de 10 días invita a investigar los "derechos culturales" y sus complejas relaciones con las ciudadanías tanto en contextos históricos como contemporáneos. Entendemos los derechos culturales como una figura jurídica, como un dispositivo de poder, y como una articulación alrededor de la cual se condensan reivindicaciones, ciudadanías y sujetos. Estos nos permiten investigar la relación entre el performance y la política a través de diversas formas expresivas, categorías de análisis, disciplinas, tradiciones y movimientos. Los derechos culturales necesariamente invocan al Estado, hecho visible por los mismos ciudadanos e instituciones que éste produce, y también resaltan la instrumentalización del ritual, la identidad, la protesta, la guerra y el arte. Nos invitan a explorar el derecho a la identidad y a la interculturalidad; el uso y promoción de los idiomas maternos, idiomas de elección y su hibridación; la formación artística y al acceso a sus expresiones; y el reconocimiento, transmisión, y transformación de la memoria colectiva, entre otros. Los derechos culturales también destacan la enorme brecha entre el discurso jurídico y las vivencias sociales, entre la teoría escrita y las prácticas corporales, y nos impulsan a investigar estas tensiones, antagonismos y asimetrías sociales, y las prácticas y estrategias performativas que artistas, actores sociales, pueblos y estados utilizan para intervenirlas.

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Estos temas se organizarán bajo tres ejes generales que serán el punto de partida para una gran variedad de performances, instalaciones, exposiciones, mesas redondas, talleres, conferencias y grupos de trabajo:

Memorias de la política y legados de las ciudadanías
Reflexionando sobre la historia y memoria de dos siglos de "independencia" en las Américas y sus múltiples transformaciones históricas , podríamos preguntar: ¿El derecho a la memoria y a la historia son demandas culturales inseparables del ejercicio político? ¿Cómo se dan las luchas por la definición, la transmisión y el control del pasado en la esfera pública? ¿En qué formas los mecanismos e instituciones del poder difunden, legitiman y destacan ciertas narrativas, mientras desvalorizan, restringen o invisibilizan otras?

Luchas por las ciudadanías
La "normalización" de las prácticas culturales de acuerdo a intereses ideológicos ha tendido a considerar la cultura como algo homogeneizante y estático. En este escenario las ciudadanías se definen en la medida en que los sujetos obtengan "igualdad en la diferencia", "reconocimiento" o "empoderamiento" identitario. ¿Qué estrategias han utilizado individuos, colectivos y comunidades para visibilizarse como ciudadanos o, todo lo contrario, para invisibilizarse como forma de preservación cultural?¿Cómo se dan estos procesos discursivos y performativos? ¿Cómo las prácticas repetidas sobre los cuerpos los convierten en territorio de reivindicación o de riesgo?

Multiculturalidad, interculturalidad y migración
En las últimas décadas Las Américas han vivido un viraje hacia los proyectos de nación multicultural, el reconocimiento de la diversidad étnica y las ciudadanías diferenciales. A su vez, se han exacerbado las prácticas de violencia, el desplazamiento forzado, y la migración dentro y entre países por causas políticas , económicas y culturales. ¿Cómo alteran y redefinen estos fenómenos las nociones de ciudadanía y de "lugar de pertenencia"? ¿Qué transformaciones culturales conllevan? ¿Cómo se propone el diálogo intercultural a la luz de los debates sobre justicia social? ¿Qué polémicas surgen sobre territorios, sobre el derecho a la tierra como derecho cultural?


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La fecha límite para solicitar al Encuentro es el 23 de febrero de 2009. Para solicitar, favor de ver las instrucciones en nuestro sitio web (http://www.hemisphericinstitute.org/esp/encuentro/colombia_overview.html)
Tenemos espacios maravillosos para exposiciones e instalaciones en la Universidad Nacional de Colombia, incluyendo las galerías del museo. También tendremos un pequeño cine para presentar videos y cine a lo largo del encuentro. Los espacios para las artes visuales y video estarán abiertos al público en general, ¡así que les alentamos a proponer sus proyectos!


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David Gutierrez Castañeda
celular: (57 + 03) 311 215 84 88
Bogotá - Colombia
"Ejercicios de Restitución"

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THE TEMPLE BELL STOPS
BUT THE SOUND KEEPS COMING
OUT OF THE FLOWERS

buddhist monk

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