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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Clevane Pessoa-Uma Flor Lírica nas Montanhas- Ensaio de Helenice Rocha Reis

Fotos:Entrevisto Helenice Reis, em sua casa,para o projeto POIETISA e depois Llobus a entrevista.Fui clicada por Marco LLobu, poeta, fotógrafo e presidente da Rede Cultural Catitu, de belo Horizonte e ele por mim...

A mestra em Letras Helenice Reis(*), uma das selecionadas para fazerem parte do livro-album POIETISAS,comete uma delicadeza em seu interesse de analisar meu estilo,a partir de poemas meus publicados no volume I da antologia "Poetas del Mundo em Poesias": escreve e envia-me um ensaio onde pretende analisar meu lirismo.Estes poemas,todavia, são bem antigos e não refletem minha verve atual.No entanto, enquanto psicpologa, pareceu-me interessante ler essa incursão pelo meu inconconsciente ali projetado e as analogia feitas pel auto.Agradeço a Helenice, ela própria poeta , artista plástica e também musicista, tanto interesse or minha pessoa.Neste ano que finda, para minha agravável surpresa, também recebi dela uma composição musical a que denomina "Clevaneios", título por certo calcado em Devaneios.
O poema "Perplexidades" saiu no cito livro, com o título do segundo , escrito em espanhol, (A Menudo), como se fosse seu último verso, que , na verdade é apenas a pergunta "para Que Guerrear"-por isso retirei-o ("A Menudo", deste, o primeiro versos "La Semilllas del Sueño", tem "Las Semillas", qual um título)

Ensaio de Helenice Rocha Reis (*):

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Clevane,Uma Flor Lírica nas Montanhas


"Pensando na obra de arte,e muito em especial na poesia como uma forma de existir não apropriável pelas lógicas de mundo capitalista em face da sua impossível reprodutibilidade,debruço-me aqui sobre a lírica de uma jovem poetisa atuante em Belo Horizonte,Clevane Pessoa,no sentido de pensar esta difícil relação entre poesia,história e cultura.Pensemos na Lírica como algo da poesia que subsiste como indefinível perfume que não poderíamos sentir nas farmácias,nas lojas,ou mesmo nas ruas.Vamos supor aquela parcela residual da linguagem que aponta para o resgate dos sentidos que cada um esconde segundo os desígnios do próprio desejo e mesmo assim,conducente da universalidade que o gozo e a dor de ser humano hodiernamente traz.A lírica feminina que,mesmo com a intangível delicadeza da Lírica de todos os tempos,traduz os dilemas da humanidade neste milênio,pela dicção de uma mulher.Subvertendo espaços de dicção e dramas existenciais antes possíveis apenas para lugares pré-determinados de enunciação:lírica masculina,discursividade de gênero feminino,guetos culturais....a lírica contemporânea é um universo de diversidade acoplada em um sujeito fragmentado em vários outros.Sujeito este multifacetado por várias alteridades,transitando entre ser único como linguagem irredutível,auto-referencial no sentido mesmo do formalismo e estilhaçado como sujeito de múltiplas enunciações.Assim entro na Lírica de Clevane,jovem poetisa atuando em Belo Horizonte há alguns anos.Cônsul de Poetas del mundo,Ativista da Paz,Psicóloga,Poetisa,Mulher,Mãe:

A Ponte (*****)



Ponte espelhadareflexosO Outro e o EuTransvergentesTransmutantesTransmudadosPlena Travessia TransversiaTransversiaVer Só PoesiaVerso/poesiaDois côncavosduas curvascada pedaçoao outro pedaçoUm só cor/açãoem uníssonoA cora pontea travessiao Outroo Euo espelhode duas faces(Clevane Pessoa )

Pensemos nesta poesia ponte como a operação dialética que coloca em crise a dimensão narcísica da ética hegemônica.Pensemos num sujeito em crise,em ambígua suspensão de certezas,instável.No momento da travessia incorpora à sua condição de sujeito,um outro,vários outros também sujeitos.Fala como mulher sendo homem,como criança sendo adulto,como indígena sendo branco europeu .Panteísmo pós moderno de múltiplas faces,de múltiplas enunciações do gozo e da dor,do sublime e do grotesco,da ordem e do caos...Entendo que a Lírica contemporânea traduz este cisma que rompe com o abismo entre o sujeito e o outro sujeito quebrantando este maniqueismo da dialética binária que conhecemos até hoje.Vejamos Bhabha:"... as duas formas de identificação associadas com o imaginário- o narcisismo e a agressividade são precisamente essas duas formas de identificação que constituem a estratégia dominante do poder colonial exercida em relação ao estereótipo que,como uma forma de crença múltipla e contraditória,reconhece a diferença e simultaneamente recusa ou mascara como a fase do espelho,a completude"do estereótipo-sua imagem enquanto identidade-está sempre ameaçada pela"falta"(Bhabha,data,pág:112)
Se a diáspora pós colonial colocou em crise uma lírica que espelhava o tradicional de um discurso religioso(santinhas martirizadas em Cecília Meireles,a palidez da morte em Henriqueta Lisboa,em lugar do desejo) em Clevane,como em algumas poetisas líricas deste século vemos o agasalhamento do orgiástico,desta outridade que vem como grito de vida .Aqui não há o mascaramento ou a recusa deste outro,seja através do rito sacrificial da morte heróica(santinhas cristãs) ou simbólica-o índio cavalhereisco de José de Alencar.

Vejamos mais:

Perplexidades

Clevane Pessoa

O poeta partiu o pomo da Paz
e sentiu o gosto de sangue
ao provar a polpa
Porque precisam
de sangrentas guerras
conflitos e contendas
para pacificar o mundo?
Porque a geração do futuro
É mandada a combate
Ou se o jovem voltar inteiro
tem a mente fragmentada?
Para que guerrear?

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"A menudo"(título do poema que vem a seguir, na coletânea de referência).
(Clevane Pessoa) (...)

><
Aqui a fragmentação como recusa,mascaramento do outro,anulado como existência e presentificado como sangue,reafirma a modernidade desta lírica inscrevendo a alteridade como possibilidade orgiástica,eros,em confrontação com thanatos,poder perene de força civilizatória,permanência.Como psicóloga que é, supera a vocação intelectual para a sublimação trágica e plana docemente no convite de Marcuse:Eros e Civilização ,sempre.Pensemos em Benjamin.
"Os gregos foram obrigados,pelo estágio de sua técnica,a produzir valores eternos"
(Benjamin,data,pág:175)
Vejamos o acerto possível desta ironia.Não podemos,a não ser por um conceito de eternidade,alcançar a consecução de permanência em termos de arte,se não tivermos a possibilidade hodierna de reproduzir tecnicamente uma obra.Mas um conceito de eternidade pressupõe a perpetuação do mesmo.Eternos a que preço ó Deus? Se a instabilidade em que nos situa o conflito coloca nossas identidades em trânsito,em agônica percepção desta falta que nos faz entrever a plenitude como devir,onde se inscreve uma possível lírica nos dias de hoje?Talvez neste espaço heróico de denegação do crime contra a vida em nome da vida.Na afirmação categórica deste Eros que era negado às nossas avós para toda a transcendência lírica de uma Cecília,ou para os afetos delicados de Safo,isolada do mundo dentro de uma escola.
Vejamos mais:

CRETA(******)
ClevanePessoa.

Decifro-te
mensagem secreta
e invisível em minha pele
escrita com ácido limão
Ardente o sol cáustico
do preconceito
conheço-te os signos
e signais
codificados.
Alpha e Aleph,
dragão com asas de cristais
e flor de fogo
Decifro-me
depois de tecer-te
no tear das fadas
depois de devorar-te,
arte dos deuses
Decifro-te após devorar-me
tecer-me
abastecer-me
com novelos de Ariadne
e noe encontrarmos no labirinto
para vencer o Minotauro"

Doce vertigem para além da "teia iluminadora da razão",como diria Ruth Silviano Brandão ,a respeito da clareza pré socrática de Heráclito,invertor de logus,invenção de homens.Aqui o que é menos claro é este sol cáustico e instrumento de sombra,conceito pré-estabelecido Aqui,o segredo é desvendaddo como subversão,como denúncia de estigma desvendado no altar dos Deuses no momento mesmo da devoração.Desmascaramento do poder devastador,ácido,que a secreta mensagem do discurso oficial traz.Vencer o Minotauro atravessando os enigmas que os labirintos de um poder iniciático representam quando este poder se enuncia de um discurso hegemônico Creta revisitada . Bem,esta possibilidade lírica que traduz a trágica fragmentação do sujeito hodierno neste sério convite ao apelo de Eros como história,estóica superação da dor diante da trágica realidade das doenças contemporâneas,do 11 de Setembro,se me afigura uma imponderável,indizível possibilidade de lírica moderna,compreendida como imersão no abismo de possibilidades que o heroísmo traz diante da ancestral repetição de um mesmo modelo de história que renova o arcaico de formas múltiplas.Vamos supor que o poeta contemporâneo seja como o etnógrafo que se perde em busca deste outro que o assedia a tal ponto de não perceber que não alcançou visibilidade.E que a delicadeza poética desta viagem se perca por uma questão de linguagem . Vejamos Strauss:
" O riso trágico que espreita sempre o etnógrafo,lançado neste empreendimento de identificação,é o de ser vítima de um mal-entendido;quer dizer qua a apreensão subjetiva que ela alcançou não apresenta nenhum ponto comum com a do indigena,a não ser a sua própria subjetividade"(Strauss,data,pág:168)
Este lugar do outro,espaço de auteridade circunscrito apenas ao sujeito que o ocupa,invadido por uma possibilidade de linguagem que faz da poesia a sua hipótese,arrisca-se a se inscrever nesta modernidade como risco trágico e comovente de uma possibilidade duradoura,perene."
(...)
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(*) Helenice Maria ´Reis Rocha, conforme conta, na mesma antologia que cito, estudou música dos sete aos vinte e oito anos e teve como Mestres, além do pai , o apurado músico mineiro Aluisio Rocha, que tocava Harmônica de Boca (gaita) e fez sua iniciação e provocação musical contínua , também músico, Nelson Piló e Walter Alves- o primeiro , assistente de Villa Lobos e Radamés Gnatalli.
Na UFMG, onde graduou-se em Letras, apresentou como a dissertação de Mestrado , " Sinais de Oralidade:a trasnfiguração da Voz em Cobra Norato"(**).Em Congressos, apresentou vários trabalhos, inclusive "Os Arquétipos femininos na Poesia de Ana Miranda".
Recentemente, integrou a antologia "Nós da poesia", que foi lançada na XIV Bienal do livro (Rio de Janeiro), pela Editora All Printe, selo IMEL (***) .

(***)Instituto Imersão Latina-Organização de Brenda Mars(****).
><*>/strong>
De Helenice Reis Rocha, também Embaixadora da Paz, pelo CERCLE de Les Ambassadeurs de la Paix-Genebra, Suiça.:

(**) Conhecido livro de Raul Bopp.

(****)Brenda Mars:Brenda Marques Pena , jornalista , autora de Poesia Sonora.
(*****)A Ponte não faz parte da coletânea cita acima.O poeta Marco Llobus fez com ele um poster, que distribuí a amigos.
(******)Creta,meu poema que saiu em outras antologias, inclusive em uma da ALBA e está em diversos sites e blogs.
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Um dos poemas de Helenice Reis Rocha:
ANJO,MEU LINDO ANJO

Helenice Rocha

Miguel,meu anjo lindo
me ensina a tua peleja
aqui atrás destes montes,já se foram os pastores
já não fazem romaria,os pastores desta aldeia
seu coração é abrigo de todas estas marias
se as antigas sesmarias temem a sua espada
eu quero só o consolo de pelejar junto a ti
multiplicando as sementes que jogas nestes jardins
não sei onde estão os pastores,já não fazem romaria
conheço apenas as mágoas que tornam meu canto tão só

conheço apenas as dores que alimentam minha voz
vem aqui,meu anjo lindo.toma café comigo
se te serve de consolo,lembrarei sempre de ti
quando os pastos destes ermos me fizerem avó
lembrarei sempre de ti
a ensinar as meninas a trabalhar a poeira
a tirar a do barro o cantil
para guardar esta água que me batiza o silêncio
quando não falas comigo
se permitires morro jovem empunhando junto de ti
as armas da tua peleja
quando ainda jovem em flor
salvastes tantas vidas
só por causa deste amor de anjo
esta mariazinha entendeu o que é amor"

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

DestinAÇÃO-a oscar Niemeyer.Arte de Adão Rodrigies, Poema de Clevane Pessoa-

http://meutanabatapoemas.blogspot.com.br/2012/12/oscar-niemeyer-destinacao-clevane_6.html



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer-DestinAÇÃO-Clevane Pessoa -ilustração de Adão Rodrigues, artista visual mineiro.



E um poema que escrevi para ele, nesta madrugada:

DestinAÇÃO.

Para Oscar Niemeyer, em sua passagem.

Clevane Pessoa 

Escorregaste pelo escorregador
de uma infância presente
em tua maturidade, 
subiste a montanha russa das curvas vertiginosas
-que ao desenhar, apaziguaste.
Criste, criste, por criAr
era teu Ar absoluto e necessário.
Niemeyer, teu prenome predestinava-te ao Oscar
em cada brasileiro 
que no regozijo da contemplação
cantava em loas dentro do self,
tua excelência.
Orgulho de todos nós, 
tão carentes de verazes heróis!

Simone de Beauvoir registrou em livro
a passagem por Belo Horizonte.Perto da Praça da Liberdade, 
sentia que um prédio curvilíneo
parecia seguí-la, ao vê-lo de qualquer parte 
daquela Parte da capital mineira.
Claro, uma de tuas obras projetadas
 no embalo das curvilíneas e elegantes marcas
 que traçaste para a eternidade.

Cumpriste o círculo, por inteiro ou em segmentos,
acompanhaste com a ponta do dedo, o desenho do caracol, 
dos búzios, das ostras,e acabas
de cumprir teu ciclo do labirinto, 
depois de recriar o minotauro do cotidiano
em tua Creta particular.
Por certo agora, Ariadne abrigou-te 
na Coroa Boreal, 
depois de lançar à terra seu fio salvador
por onde subiste para encontrares Teseu .

será que agora retraçarás o Cosmos?

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

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Clevane Pessoa de Araújo Lopes



Representante da REBRA em Minas GeraisRepresentante do Movimento Cultural aBrace-Brasil;Uruguai
Vice Presidente do Instituto de Imersão Latina-IMEL.
Embaixadora Universal da Paz -Cercle de Ambassadeurs Univ.de la Paix-Genebra, Suiça,
Consultora de Cultura da Associação Mineira de Imprensa-AMI.
Membro da Rede Catitu de Cultura; do virArte, da ONE, da SPVA/RN, da CAPORI,  da APPERJ,e do PEN Clube de Itapira, da ALACIB..
Colaboradora da ONG Alô Vida. .
Membro Honorário de Mulheres Emergentes
Divulgadora e Pesquisadora do MUNAP_Museu Nacional da Poesia
Dama da Sereníssima Ordem da Lyra de Bronze
Acadêmica da AFEMIL-Academia Feminina de Letras; da ALB/Mariana;
Acadêmica Correspondente da ADL, ANELCARTES, ATRN, AIL,  ALTO, da Academia Pre-andina de Artes, Cultura Y Heráldica; Academia Menotti del Picchi


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A ilustração é do grande artista visual mineiro Adão Rodrigues (Belo Horizonte) ,meu  estimado amigo.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Sertão Diferente e Outros Poemas,de Vicente Lima, lançado postumamente pelo IMEL.

                                                        Vicente Ferrer e a mãe.
 Vicente Ferrer, filho do poeta Vicente Lima e a jornalista Brenda Marques, presidente do IMEL
                                        A poeta e artista plástica Maria Moreira, une-se às homenagens .
                                                           Vicente Ferrer e cantadores
                                                                     Parte do público






No Blog/NING  do Instituto Imersão Latina, de Brenda Marques Pena, muitas fotos do tocante lançamento  de Sertão Diferente e Outros Poemas- um trabalho de amor, quando o poeta Vicente Lima foi postumamente homenageado.Seu filho, radialista, de mesmo prenome, Vicente Ferrer, que mora em Minas Gerais, convidou amigos, fez-se acompanhar de familiares-e de sua mãe-que leu páginas do livro.
Este, faz parte do projeto "Poesia de repente", do IMEL.
Tudo aconteceu em clima de afetividade e fraternidade, no Sindicato dos Jornalistas-no qual Brenda Marques Pena  faz parte dessa nova diretoria em ação.
A APAE de Contagem , onde radicou-se Vicente, recebeu a doação das vendas dessa bela noite.
Eu que sou nordestina, registro aqui uma trova , brotada agora, para a família e os amigos  de Vicente Lima.






Tocante é lembrar do morto
Todo vivo na memória,
seu barco atracado ao porto,
 pesa o lastro ,com a história...


Clevane Pessoa 


Belo Horizonte, 30 de maio de 2012


Visite , para conhecer mais fotos:


http://imersaolatina.ning.com/photo/img-9067?context=


" Lançamento do livro Sertão Diferente e Outros Poemas, pelo projeto Poesia de Repente do Instituto Imersão Latina (Imel) coberto por emoções fortes em homenagem póstuma ao autor Vicente Lima. No evento teve muita poesiaos e que puderam colaborar também com a APAE de Contagem para onde a renda com a venda das publicações foi revertida"., música, contos e causos. O Sindicato dos Jornalistas foi a casa que recebeu os artistas e amigos convidados"



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

15 de agosto-Reunião do InBRasCI- SAMIR BADUY faz palestra sobre O FENÔMENO DOS SONHOS


Clevane Pessoa

Diretora Regional do inBrasCi em belo Horizonte-MG-Brasil 
 " InBrasCI– Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais
RCPJ-RJ n° 225964 – CNPJ n° 09.225.702/0001-48
Rua Teixeira de Freitas, n° 5, 3° andar, s.303Lapa,
Rio deJaneiro, RJ – Brasil
CEP: 20021-350/Telefone: 2252 -7705
Biblioteca Bartira do InBrasCI(localizada no Centro de Cultura de Maricá
Rua Domicio da Gama,107-B-Centro de Maricá (em frente a praça principal)
                                                 http://inbrasci.blogspot.com/
                      
                         CONVITE
O InBrasCI– Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais
      Convida V.Ex. e  Exma Família para sua reunião
       do mês de agosto - Dia 15 -  de 2011, que constará de:
         ●Palestra do Dr. SAMIR BADUY sobre “O fENÔMENO DOS 
 SONHOS”,apresentado, o palestrante, pela Drº.Abílio Kac
        ● Hora de Arte : Sarau lítero-musical, contando também com
             a particiação de Antônio Moreira e Nycia Regina.
         ● Encerramento e Coquetel

                                                                                 Marilza de Castro                                                                                        
                                                                                       Presidente   "                    
 Data:15-08-2011
 Hora:16h.              
 Local: Rua Teixeira de Freitas,5, 3º. a.,s.303,Lapa, Rio de Janeiro, RJ  
              Auditório da (CON)FALB – Prédio IHGB)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Programa Revista Viva-Tânia Gabrielli-Pohlmann falae Clevane Pessoa

Rememória-Publicado em M-LUSOFONIA_--

 

 

 

Divulgado por N-LUSOFONIA-Portugal-Ceicinha Câmara

 

CULTURA BRASILEIRA EM DOIS ESTADOS DA ALEMANHA.

E A POTIGUAR "CLEVANE PESSOA", RADICADA EM MINAS GERAIS, TAMBÉM É DIVULGADA NA ALEMANHA! ISTO É GENIAL! COMO É BOM ESTE INTERCÂMBIO CULTURAL! 

Clevane Pessoa de Araújo
Psicóloga, Escritora e Poeta.
Potiguar de São José de Mipibú/RN.
Radicada em Belo Horizonte - Minas Gerais

Tânia Gabrielli-Pohlmann
A Tânia Gabrielli - Pohlmann, escritora, tradutora paulistana, atualmente radicada na Alemanha, produz e apresenta dois programas de rádio (o "Brasil com S" e o "Revista Viva"), dedicados à História, cultura e música brasileira. Através de Clevane Pessoa, tomei conhecimento do trabalho lindo desta conterrânea, Professora de Língua Portuguesa na VHS (uma faculdade aberta em Osnabrück) e nos anos 2000 e 2001 foi classificada nos concursos da Nationalbibioothek des Deutschsprachigen Gedicht, München - Biblioteca Nacional de Poesia e Língua Alemã, em Munique.

E no depoimento abaixo, a Tânia fala muito bem desta poetisa potiguar: Clevane Pessoa. Vale à pena ler, pois o que é bom merece ser divulgado.




Depoimento-Clevane Pessoa



Por Tânia Maria Pohlmann


Baixe image001.jpg (32,4 KB)

"Há presenças e presenças… Há artistas presentes por vaidades; outros, por ouvirem os apelos e necessidades das almas sedentas de cultura, de belezas e novidades..."


"Nesses muitos anos de trabalho artístico, pedagógico, cultural enfim, passaram por meus olhos todos os mais variados motivos humanos imagináveis. E continuam passando; atravessando o Atlântico e tomando voz em outro idioma, sempre que viável, ou sendo citados incansavelmente, por serem verdadeiras presenças no tocante à produção cultural.
Exemplo de verdadeira presença tem-me sido Clevane Pessoa de Araújo Lopes, sempre trazendo boas-novas. Mas o que me toca, em suas boas-novas, nem sempre são simples ou necessariamente e apenas os conteúdos, as belezas, as importâncias contextuais do que me chega. O que muitas vezes me toca mais intensamente é que Clevane nem sempre me chega trazendo boas-novas sobre si mesma, ou sobre seu próprio trabalho. Clevane chega como bandeirante – abrindo espaço, oferecendo espaço e expandindo espaços para outrem. Espantoso para quem só consegue enxergar o que está refletido em espelhos, não?
Por isto e por tantos outros motivos humanos, Clevane é presença marcante em Revista Viva , ao longo desses dez anos de apresentação ininterrupta, em alemão, com retransmissão e outro estado alemão. Nossos microfones têm-se sentido sempre gratos e orgulhosos por poderem citar tal nome, cujo significado precisa ser reconhecido.
Parabéns, Clevane, por ir além do espelho. Parabéns pela luz."
Tânia Gabrielli-Pohlmann
Programa Revista Viva



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E A TÂNIA AINDA PEDE PARA LER ATENTAMENTE:



POR FAVOR: LEIA ATENTAMENTE:



Há dez anos tenho divulgado os trabalhos que me chegam, daqueles que têm produzido boa cultura, sob os mais variados aspectos, através do programa "Revista Viva", que desde 2008 alcançou mais uma emissora interessada em divulgar o que há de melhor no Brasil. O programa continua sendo produzido e apresentado na osradio 104,8 FM, mas também tem sido retransmitido pela Radio Weser, em outro Estado alemao: Bremen.


Hoje venho pedir a vocês, amigos, parceiros de cultura e arte, amantes de música, de artes visuais, dramaturgia, literatura e de todos os setores que o Revista Viva tem alcançado e divulgado gratuitamente, que divulguem esta edição do Revista Viva, que apresentará entrevista com Dr. Edmond Saab Jr., cardiologista, nutrólogo, bioquímico, especialista também em medicina quântica e idealizador de um movimento que tem causado espanto pela abrangência e pela urgência, no tocante à nossa saúde.
Não estou pedindo divulgação para meu programa, para meu nome; estou pedindo divulgação para o que este movimento significa e para a quantidade de pessoas que podemos, através deste primeiro contato com o movimento, ajudar a recuperar ou a manter sua saúde. Inclusive a sua.
Veja o anexo e, por favor, passem adiante. Especialmente neste ano de eleições, precisamos abrir a boca e dizer CHEGA, também e especialmente para que possamos resgatar nossas vidas.
O seu apoio será uma forma consciente de comemorar comigo 10 anos de rádio na Alemanha. E saiba: foi e continuará sendo um orgulho divulgar seu trabalho!  
Flores,
Tânia Gabrielli-Pohlmann

sexta-feira, 24 de junho de 2011

MG Poetas del Mundo: J.B.Donadon Leal-Aldravismo-A Literatura do Sujeit...

MG Poetas del Mundo: J.B.Donadon Leal-Aldravismo-A Literatura do Sujeit...: "J.B.Donadon Leal-Aldravismo-A Literatura do Sujeito Fotos: J.B.Donadon Leal em declamação. Fonte:http://academialetrasbrasilmariana...."

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Lembrança manauara de Luz del FUEGO- naturista, naturalista, por Jorge Bandeira.

Compartilho a lembrança de um manauara sobre Luz del FUEGO- naturista, naturalista, escritora sobre naturalismo, amante do sol, que dançava nua com duas jibóias e foi uma feminista precursora , enfrentando grandes pressões pela liberdade da mulher-  por Jorge Bandeira e teço algumas considerações afins.Ele se dirige a ela, como se estivesse viva :"OI, DORA; OI LUZ DEL FUEGO", em ODE A LUZ DEL FUEGO

Neste ano, tive o prazer de ler previamente, para escrever um prefácio, sobre ela, no livro do prolífero escritor Thiago de Menezes, que preside a FALASP, A VERDADEIRA LUZ DEL FUEGO .

Em pequena, aos sete anos, ouvi muito falar de Luz del Fuego, porque um caro primo de meu pai, Rômulo Pessoa, passou com o irmão Daniel por Juiz de Fora , creio na década de cinquenta e nos falava dessa mulher incrível.Meu pai era cinéfilo e passavam horas matando as saudades familiares e conversando Ele fez o primeiro filme em preto branco dela  e assinou-o como ROMOLO PERSON, talvez porque as familias e a sociedade vigente, inclusive a Pessoa, nordestina e tradicional ,  numa tentativa de ser menos censurado, não sei...Esse cineasta era altíssimo (Daniel, seu mano assistente , de estatura normal, com incrível olhos azuis, ficava brincando comigo enquanto os adultos comentavam sobre a dançarina) e depois retornou para o Nordeste. Há uns poucos anos, soube que morrera sozinho em seu apartamento, na capital pernambucana , onde residia. No início da década de 80, hospedei um de seus irmãos, Aarão, que morava , no Espírito Santo e viera resolver assuntos de aposentadoria e médicos na capital mineira. Com Aarão, papai tinha mais contatos e alguns vezes hospedou-se com mamãe em Vila Velha, onde morava esse primo, de olhos esverdeados qual meu pai.

No You Tube, há um video com parte desse filme.

Thiago de Menezes apresenta nesse livo que a ALL Printe lançará nas Bienais do Livro, uma Dora Vivacqua, conforme diz o título , uma  "verdadeira LUZ del Fuego", tendo -se dedicado à pesquisa do  perfil ,com afinco, ele que também tem ascendência  no Espirito Santo. É fascinante acompanhar a historia e o pensamento de Luz del Fuego até seu assassinato, dessa forma convincente e veraz.

Perguntei a Flávia Vivacqua, artista, ativista Cultural, em S.Paulo , mentora do Coro Coletivo, ao qual pertenço,   se LUZ del Fuego  seria sua parente e ela disse que os Vivacqua são uma só familia e enalteceu o caráter precursor de sua parenta. Eles também moraram em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

No dia 22 de fevereiro,  Jorge Bandeira,  descendente de indigenas  escreve a linda carta abaixo para LUZ DEL FUEGo, in memoriam.Publico-, para compartilhála com meus leitores, pois achei ótimo encontrar quem cuide da Memória brasielria, para que continue vpivida e "não se esgarce na convulsão do tempo", como diz o versos de egydiuo de Barros, poeta pernambucano , casado com minha tia Nair de Barros,irmã de minha mãe Terezinha.Todos já em outra dimensão.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

Acadêmica cad. 05-Cecília Meirelles da Academia Feminina Mineira de Letras - da ALB/Mariana-cadeira Laís Corrêa de araújo, Membro do PEN Clube de Itapira(SP/BR) , da IWA (EU)e representante da REBRA-Rede Brasileira de Escritoras  em MG.


Então, leiam  essa missiva interessante, no estilo sugestivo e belo de seu autor-que a conheceu e canta :






Manaus, 22 de fevereiro de 2011
Oi Dora, Oi Luz Del Fuego, ontem, 21 de fevereiro você fez mais um aniversário, e por
isso escrevo esta pequena cartinha para lhe falar deste mundinho, que está cada vez mais
louco, e também de teu amado Naturismo, por quem você foi capaz de tudo, acho que até
mesmo de morrer por ele. Luz, minha querida amiga, saiba que a Maria Luzia, que nasceu na
tua bendita terra capixaba continua até hoje a preservar teu nome por lá, num grupo naturista
bastante atuante.
No teu Rio de Janeiro tem um carinha chamado Pedro Ribeiro que é incansável, ele é
magrinho mais tem a força de uma onça pintada quando o assunto diz respeito à preservar o
valor ético do naturismo. E são tantos e tantos que posso cometer uma injustiça ao esquecer
alguns destes nomes que sabem viver a plenitude naturista, com seus erros, limitações, mas
com uma vontade danada de trabalhar pelo bem comum, pelo bem do naturismo. No planalto
central tem o Elias, o Jaime, a Lili, um grande amigo cujo nome já está nu, o Tannús, esse é
naturista até no nome, tá nu a partir da certidão de nascimento.
Pelo Norte desse imenso país que não soube muito bem de teu valor como mulher,
artista e escritora, tem um tal de João Carlos acredita ainda neste naturismo feito de
irmandade, é um batalhador, como tu mesmo foi, uma guerreira índia capixaba, nua,
levantando-se sempre das infinitas quedas que a fizeram cair, mas não recuar. Teu horizonte,
Luz Del Fuego, sempre ultrapasso vastas colinas de sofrimentos e os mais arriscados
obstáculos. Dentre outros que trilham pela tua estrada iluminada temos um Flaviano,
verdadeiro arqueólogo da memória naturista. Voltando ao Rio de Janeiro é de bom tom citar
também o Paulo Pereira, que tu conheceste nos tempos gloriosos de tua vida exemplar,
homem de vasta cultura e dedicação integral ao bom e velho naturismo, este conceito de mais
de um século.
Temos muitos que te veneram, mas não como uma imagem inerte, perdida no tempo,
nas ruínas da Ilha do Sol, recentemente visitadas pela equipe do Pedro, com olhos vivos e nus,
esperando pelo porvir, para um possível museu, um centro cultural de memória permanente
dos rastros que deixastes para nós, os naturistas do século XXI. Fabri, Armando, Weslley,
Damasceno, Valdir e Fátima, Márcio Braga, Padre Roberto, o saudoso Sérgio Oliveira, Celso
Rossi, Carina e Marcelo, Eta, Glacy, Iran, são tantos os nomes que circundam este continente
chamado Brasil com a nudez de seus corpos, que adoram ficar nus, que a cada encontro
naturista relembram de teu legado, de tua solidez na busca deste verdadeiro ideal, dos longos
momentos de tua glória artística, e também dos desafios, hoje mais do que nunca somos
obrigados a esclarecer pela milésima vez sobre o poder benéfico do bom e salutar naturismo,
de sua força centenária, de sua história, de sua trajetória.
Eu mesmo já pensei em desistir algumas vezes desta tua luta, desta ideia que você
disseminou, mas meus sonhos não permitem, nos meus sonhos sempre estou nu, no meio de
outros corpos nus, que são estes amigos e amigas citados e os que nem citei aqui. São eles que
me fazem prosseguir esta jornada, em busca de minha utopia e felicidade, posso afirmar que
hoje sem minha nudez sou um homem vestindo nada, mesmo estando de roupa, que não me
representam em nenhum momento. Hoje, graças a ti, sou feito de nudez total, na entrega por
um ideal. Ou seja, minha nudez é minha principal vocação. Minha nudez é meu oxigênio!
Tantos nomes que até hoje me fazem clamar em voz alta, para nossas fileiras
combativas Zé Wagner, Julíndio, Paulo Campos, Nalva, minha grande amiga feita de uma
nudez indígena que me faz acreditar que estamos nos caminhos da segurança ao naturismo
familiar. Luz Del Fuego, minha amiga que já se foi mais que está sempre presente em minha
mente, garanta que as novas gerações, dos mais diversos estados brasileiros, continuem a
levar esta nobre filosofia naturista, pelo teu pioneirismo em várias frentes naturistas, que
minha filha Carolina seja uma naturista, que a netinha do Evandro também seja uma naturista,
para que essas crianças nos apontem onde erramos, que nos ensinem sempre do sentido
infalível da tolerância, do poder do silêncio nos momentos de maior desespero, e que acima
de tudo, Luz Del Fuego, que você seja nossa mensageira de um dia melhor para todos,
naturistas ou não, e que este mundo descarregue o odioso rancor que transforma os seres
humanos em lobos do próprio homem, tal qual o leviatã de Thomas Hobbes, Homo Homini
Lupus.
Um retorno para a Idade Média, sim, mais uma cidade medieval feito a Nudelot de
Florencia Brenner, nossa irmã portenha, ao mundo tenho a certeza ser o mesmo que almeja
meu amigo naturista norte-americano Bruce Willis (não, não é o ator!), este mundo, nobres
naturistas, creiam, já está em pleno curso, e estamos construindo com todo cuidado, pois o
naturismo precisa de uma fortaleza muito segura para se proteger de todos os que enxergam
muito pouco sobre as coisas boas e essências da vida, desta vida plena de nudez e de uma
tamanha vontade de ter um mundo melhor. Se esqueci de citar alguém, me perdoem, estou
tentando desaparecer com minhas roupas, o que é muito difícil nesta floresta amazônica do
século XXI."
*Jorge Bandeira, descendente de índios amazônicos.

FONTE:http://www.graunaam.com.br/artigos/Ode_a_Luz_Del_Fuego.pdf

Viste, veja as imagens:uma foto na capa da revista de Copacabana e uma pintura alusiva onde ela é protagonista.